António Gedeão

António Gedeão

Em 1956 Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, na altura com 50 anos, publica, sob o pseudónimo de António Gedeão, o seu primeiro livro de poesia. Até aí era apenas conhecido como professor, embora o seu talento de pedagogo e de divulgador já se tivesse manifestado em obras publicadas nestes dois domínios. Apesar da sua obra poética ter aparecido tardiamente, Rómulo de Carvalho desde muito cedo revelou uma surpreendente veia poética. Fugindo ao sentimentalismo, a sua poesia tinge-se de terna ironia, de um aparente ceticismo, porque, no fundo, o poeta sabe, como poucos, “que o sonho comanda a vida/Que sempre que um homem sonha/o mundo pula e avança/como bola colorida/entre as mãos de uma criança”. Mesmo algo cético em relação às movimentações humanas, António Gedeão continua a acreditar numa realidade diferente e, em termos de esperança e de confiança, estes versos são dificilmente superáveis. A musicalização deste seu poema, Pedra filosofal, contribuiu para tornar mais conhecida a poesia de António Gedeão e tornou-se símbolo da resistência no Portugal de Salazar. Nasceu a 24 de novembro de 1906, tendo falecido a 19 de fevereiro de 1997.

Final de Orientação Pedestre no Parque

Realiza-se no próximo dia 8 de dezembro, domingo, entre as 10h e as 15h, a final do Circuito Nacional Urbano de Orientação Pedestre 2013, contituída por duas etapas, sendo a primeira durante a manhã no centro histórico da vila de Oeitas e a segunda, durante a tarde, no Parque dos Poetas, um dos ex-libris do município.

Uma prova aberta a todos, tanto em competição como por puro lazer.

Informações e inscrições:
Clube Português de Orientação e Corrida
www.cpoc.pt

 

António Ramos Rosa

antonio-ramos-rosa-webAntónio Vítor Ramos Rosa é um dos grandes poetas portugueses, também reconhecido pela sua pintura e críticas literárias. Nasce em Faro, a 17 de Outubro de 1924. Na década de 40 passa a residir em Lisboa.

Durante os anos 50 é diretor de várias revistas, como Árvore (que funda com outros escritores e que se torna uma referência na década), Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia. É durante esse período que publica os seus primeiros poemas em revistas como Seara-Nova, Vértice e Cadernos do Meio-Dia. Em 1988, recebe o Prémio Fernando Pessoa. No ano seguinte, recebe o Grande Prémio de Poesia, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores e, em 1990, o Grande Prémio Internacional de Poesia.

Sophia de Mello Breyner Andresen

12.PATRIMÓNIO HÍSTÓRICOVida e Obra

Sophia de Mello Breyner Andresen, nascida no Porto a 6 de Novembro de 1919, morreu aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004. De formação em Filologia Clássica, da Universidade de Lisboa, foi uma das importantes poetas portuguesas do século XX, membro da Academia das Ciências de Lisboa e distinguida com o Prémio Camões em 1999, tornando-se a primeira mulher portuguesa a receber este importantíssimo galardão literário. Em 1964 tinha recebido o Grande Prémio de Poesia outorgado pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu Livro Sexto, em 2001 O Prémio Max Jacob de Poesia e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003. Sophia é ainda a tradutora para português de Dante, Shakespeare e Eurípedes, entre outras obras. Também traduziu para francês poemas de Camões, Cesário Verde, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa.

Um dia diferente

O Parque dos Poetas – 2ª fase B foi o local escolhido para passar um dia diferente: desde troca de livros, canto de colo, espetáculos musicais, declamação de poemas, encontro com escritores, poemas em vídeo, feira do livro, serão de contos, oficina de sussurradores, entre outras atividades, para crianças e adultos  tudo girou à volta da leitura.
08.BIBLIOTECAS

Festival Oeiras a Ler anima o Parque

O trabalho que as bibliotecas municipais de Oeiras têm desenvolvido na área da promoção da leitura e das literacias vai ser apresentado num evento, para toda a população, que acolhe e promove propostas de contadores de histórias e diversos momentos de intervenção artística, pedagógica e lúdica. Esta iniciativa intitula-se Festival Oeiras a Ler e realiza-se ao longo de todo o dia 22 de junho, das 10H00 às 23H30, no Parque dos Poetas – 2ª Fase B. A entrada é livre.

1001035_4679313990844_988228950_nO Teatro infantil “Rometa e Julieu” abre o programa, às 10H30, ao qual se seguem Rodas de Contos, às 11H00. A música também marca presença e atuam a Orquestra Geração, às 11H30 e o Coro S. Bruno, às 15H00, abre o programa da tarde.

Às 16H30, tem lugar Caligrafias do mundo – Ler na Era da Técnica, com Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Luís Cardoso e moderação de José Eduardo Agualusa.

À noite, o Festival Oeiras a ler prossegue com o Espetáculo Poetas à Solta, com José Fanha e Carlos Alberto Moniz, seguido, às 22H00, por um Serão de contos.

Ao longo de todo o dia decorrem as iniciativas “De mão em mão” (recolha de livros escolares usados) e oferta/troca de livros, feira do livro, hora do conto, peddy paper e muitas outras atividades

Este evento da Câmara Municipal de Oeiras pretende sublinhar a nossa memória coletiva e individual e divulgar um dos ex-libris de Oeiras que constitui uma das suas marcas inquestionáveis. É, por isso, um imperativo incontornável promover eventos que dinamizem e tornem visível aos nossos munícipes, esta polis da palavra poética, que fala de forma inequívoca na aposta que o Município tem feito na construção de infraestruturas culturais que fazem do nosso município um lugar de referência. No Parque dos Poetas a paisagem também é memória, coletiva e individual, natural e cultural, convivendo no mesmo espaço e constituindo um dos fios da sua textura poética. Nela se cumprem sonhos, palavras proferidas por alguns dos autores mais prestigiantes da nossa literatura. Da vontade de celebrar a vida e a palavra nasce este festival, oferecendo um programa alargado que convida a todos a desfrutar de um dia diferente.

O convite é: Apareça.
Viaje pelo sonho e venha celebrar a natureza, a poesia e a vida…

Consultar o programa aqui.

Mais informação em http://oeiras-a-ler.blogspot.pt/

Fernando Pessoa

29-em-1914Fernando António Nogueira Pessoa nasce a 13 de Junho de 1888, em Lisboa, partindo com a mãe, após o falecimento do pai, para África do Sul, onde passa a maior parte da sua juventude e onde recebeu educação britânica e tem um profundo contacto com a língua e a literatura inglesa. Mais tarde regressa sozinho a Lisboa onde habitará até ao final dos seus dias.

Fernando Pessoa é considerado, a par de Camões, o maior poeta de língua portuguesa, tendo feito chegar a lugar cimeiro a poesia lusa no século XX.

Escreveu prolixamente sobre tudo, demonstrando ser mestre das delicadezas subtilezas da escrita. Em companhia de amigos como Mário de Sá-Carneiro, Santa Rita Pintor e Almada Negreiros, ficou associado às novas correntes modernistas e à renovação da literatura portuguesa, nomeadamente, com a criação da revista Orpheu, que expressa, não sem polémica, as tendências modernistas literárias. Incansável na sua arte, Pessoa decidiu a sua atividade literária por inúmeras publicações.

De vida relativamente apagada, o poeta movimenta-se entre amigos que frequentavam as tertúlias intelectuais dos cafés da capital, como a Brasileira e o Martinho da Arcada. Autor de inúmeras personalidades a que chamamos heterónimos, atestam da sua versatilidade poética e das suas capacidades criativas inquestionáveis.

Morre prematuramente em 1935, no auge das suas capacidades, deixando grande parte da sua obra inédita.

Festival Oeiras a Ler no Parque dos Poetas

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O Festival Oeiras a Ler pretende concentrar o trabalho de fundo e continuidade que as Bibliotecas Municipais têm desenvolvido na área da promoção da leitura e das literacias, numa iniciativa mais alargada, aberta à comunidade, acolhendo e promovendo propostas de contadores de histórias e diversos momentos de intervenção artística, pedagógica e lúdica.

Um evento que pretende sublinhar a nossa memória coletiva e individual e divulgar um dos ex-libris de Oeiras que constitui uma das suas marcas inquestionáveis.

No Parque dos Poetas a paisagem também é memória, coletiva e individual, natural e cultural, convivendo no mesmo espaço e constituindo um dos os da sua textura poética. Nela se cumprem sonhos, palavras proferidas por alguns dos autores mais prestigiantes da nossa literatura.

Da vontade de celebrar a vida e a palavra nasce este festival, oferecendo um programa alargado que convida a todos a desfrutar de um dia diferente.

Apareça. Viaje pelo sonho e venha celebrar a natureza, a poesia e a vida…

Mário de Sá-Carneiro

mario_sa_carneiro-1Mário de Sá-Carneiro nasce em Lisboa, a 15 de Maio de 1890. Desde 1908, data da publicação dos seus primeiros oito contos na revista Azulejos, que se reivindica como ficcionista. Matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra, em 1911, prosseguindo os estudos em Paris, na Sorbonne, nunca os concluindo, pois prefere diluir-se na vida boémia dos cafés e salas de espetáculo.  A partir de 1913, começa a escrever poesia em 1914 publica a novela A Confissão de Lúcio e o seu livro de poemas Dispersão. Nesse mesmo ano inicia, em colaboração com alguns amigos, entre os quais se destacam Fernando Pessoa e Almada Negreiros, a revista Orpheu, que é publicada no ano seguinte e provoca grande agitação na comunidade luso-brasileira. A nova publicação revela tendências do simbolismo e do decadentismo até às novíssimas correntes estético-literárias como o futurismo. O poeta suicida-se a 26 de Abril de 1916, em Paris, aos 26 anos de idade.

Garcia de Resende

Garcia de Resende foi um homem com uma atividade profissional muito variada, tendo servido três reinados, sempre próximo dos reis. Foi um homem das artes da arquitetura, da música e da poesia, para além de moço de escrivaninha de D. João II, secretário da embaixada de D. Manuel I e escrivão da fazenda de D. João III.

José Gomes Ferreira

O escultor Francisco Simões fixou, na representação de José Gomes Ferreira (1900-1985), um crânio que quebra as regras da proporcionalidade, de propósito para estar de acordo com o perfil moral do escritor. A mão que aparece atrás da cabeça e o braço numa posição quase penitente significam um dorido olhar sobre a vida.