Ruy Belo

Ruy Belo (1933-1978), representado na primeira fase do Parque, era fisicamente volumoso. Mas Francisco Simões esculpiu-o magro. E em mármore verde, Anasol, de Espanha, que tem uma textura linear, verde-raiado, na vertical, dando mais longinilidade à escultura.

Jardins dos Poetas

Todas as esculturas do Parque dos Poetas surgem enquadradas num jardim. São os Jardins dos Poetas. Aludem à singularidade da palavra de cada poeta. Cada jardim espelha um estilo, traduzido na sua composição, a vegetação e o traçado de um percurso. A unidade paisagística entre estes 20 poetas do século XX reside na repetição da forma de cada jardim: uma folha em aço inoxidável.

Miguel Torga

Miguel Torga (1907-1995), representado na primeira fase do Parque, é um pseudónimo que tem origens num arbusto agreste, vulgar em Trás-os-Montes, e no iberismo militante de Adolfo Correia da Rocha, que com a escolha do nome Miguel decidiu homenagear Cervantes e Unamuno.

Vitorino Nemésio

A obra Mau Tempo no Canal inspirou Francisco Simões na representação de Vitorino Nemésio (1901-1978). O poeta surge como um “barco desaforado” sobre as ondas. O espaço onde está implantado é no meio simbólico do arquipélago dos Açores – era açoriano – com as suas nove ilhas recortadas em pedras individualizadas.

Manuel Alegre

Manuel Alegre (1936) foi esculpido por Francisco Simões em mármore Branco de Lioz a caminhar sobre vagas, levando uma nau portuguesa debaixo do braço. Há no seu espaço três caminhos que vão dar à condição maçónica que também lhe diz respeito. As plantas que o rodeiam representam várias paragens do seu exílio.

Florbela Espanca

A escultura que representa Florbela Espanca (1894-1930) tem pés “excessivos” na posição em que estão, porque se as pernas se cruzassem Francisco Simões teria de deixar um pé “pendurado”, que quebraria facilmente. Uma das pedras usadas na escultura foi o Rosa-Creme de Vila Viçosa, terra natal de Florbela.