António Gedeão

António Gedeão

Em 1956 Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, na altura com 50 anos, publica, sob o pseudónimo de António Gedeão, o seu primeiro livro de poesia. Até aí era apenas conhecido como professor, embora o seu talento de pedagogo e de divulgador já se tivesse manifestado em obras publicadas nestes dois domínios. Apesar da sua obra poética ter aparecido tardiamente, Rómulo de Carvalho desde muito cedo revelou uma surpreendente veia poética. Fugindo ao sentimentalismo, a sua poesia tinge-se de terna ironia, de um aparente ceticismo, porque, no fundo, o poeta sabe, como poucos, “que o sonho comanda a vida/Que sempre que um homem sonha/o mundo pula e avança/como bola colorida/entre as mãos de uma criança”. Mesmo algo cético em relação às movimentações humanas, António Gedeão continua a acreditar numa realidade diferente e, em termos de esperança e de confiança, estes versos são dificilmente superáveis. A musicalização deste seu poema, Pedra filosofal, contribuiu para tornar mais conhecida a poesia de António Gedeão e tornou-se símbolo da resistência no Portugal de Salazar. Nasceu a 24 de novembro de 1906, tendo falecido a 19 de fevereiro de 1997.

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