Soares dos Passos

Soares dos PassosVida e Obra

Soares dos Passos (1826/1860). De seu nome completo António Augusto Soares dos Passos, foi criado na plenitude da pequena burguesia liberal portuense. Tendo aprendido línguas, leu desde muito novo os românticos franceses, ingleses e mesmo alemães, estes provavelmente através das traduções francesas. Vai para Coimbra onde se forma em direito (1854) e aí convive com Alexandre Braga e outros futuros redatores de O Novo Trovador, que ajuda a fundar em 1851, e no qual colabora assiduamente. Regressa ao Porto, onde exerce a advocacia. Morre tuberculoso, depois de se ter tornado um verdadeiro ídolo dos salões literários portuenses, tendo colaborado em “A Grinalda” e “O Bardo”, “jornal de versos”, onde publicou em Junho de 1852, a célebre balada popular do romantismo funéreo provincial, recitada e cantada em melopeia, com acompanhamento ao piano, inúmeras vezes. Traduziu, em versões livres, Ossian, Uhland e Heine. Soares dos Santos tem sido considerado um poeta paradigmático do chamado Ultra-Romantismo. Publicou um único livro, Poesias (1856).

 Escultor
Álvaro Carneiro

Pétala 23

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