Gil Vicente

Gil VicenteVida e Obra

Gil Vicente (1465-1537) é considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta.
Frequentou as cortes régias de D. Manuel I e D. João III, beneficiando da proteção de D. Leonor de Lencastre.
Compôs e fez representar cerca de meia centena de autos de diversa natureza e alcance estético, em português e em castelhano.
A sua obra marca a transição da Idade Média para o Renascimento e é dotada de uma qualidade literária ímpar e de um carácter intemporal, comum às grandes obras de arte.
É ainda hoje um dos dramaturgos portugueses mais encenados.

Leitura Escultórica

Escultura
É uma peça que se integra formalmente no espaço que lhe foi atribuído, um espaço em forma de folha, que sai de um grande tronco que vai estruturar todo o percurso principal do parque, de acordo com o projeto da autoria de Francisco caldeira Cabral.
Uma grande barca, também em forma de folha, assenta nesse espaço que lhe serve de base e de ancoradouro.
Essa grande barca divide-se ao meio transformando-se em duas proas, simétricas e orientadas em sentidos opostos. São as barcas que levam al almas para o Céu ou para o Inferno, simbolicamente identificado por um anjo e por um diabo.
Cada um transporta no seu bojo um carregamento de pecados e virtudes, simbolizados por cubos de pedra preta e cubos de pedra branca.
Os visitantes ao atravessarem as barcas encontra-se assim entre duas forças que sempre os acompanham ao longo das suas vidas.
A água, meio onde em princípio navegam as barcas, é sugerida na base da barca do Inferno, por uma ondulação construída em terra e relva.

Leitura Poética
Na construção da escultura optou-se pela representação escultórica da figura de Gil Vicente a partir dos Autos das Barcas nos quais reside a essência da sua obra. O Céu e o Inferno, o Anjo e o Diabo, A Virtude e o Pecado como símbolos do eterno conflito, estruturam assim a ideia da escultura que se propõe para o “retrato” de Gil Vicente no parque dos Poetas.

Escultor

José Aurélio

Mecenas
Tomás de Oliveira

Consulte a sua obra no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras. Clique aqui.

Pétala 3

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