Soror Violante do Céu

Soror Violante do CéuVida e Obra

Soror Violante do Céu (1601-1693) nasceu em Lisboa. Foi freira dominicana e é considerada um dos expoentes máximos da literatura barroca em Portugal.
Aos 17 anos compôs uma comédia para ser representada por ocasião da visita de Filipe II a Lisboa, facto que a tornou célebre no meio literário e cultural, onde ficou conhecida como Décima Musa e Fénix dos Engenhos Lusitanos.
Da sua obra destacam-se as Rimas (1646), Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, (1733) e as várias composições poéticas reunidas na Fénix Renascida.

Leitura Escultórica
O conceito de morte aparece materializado de múltiplas formas no projeto. O espaço cúbico subterrâneo, precedido da sua escadaria de acesso, remete-nos para um espaço tumular ou ainda para um espaço de reclusão para a espiritualidade. A enfatizar este facto existe um elemento que liga o interior ao exterior e que é tapado por uma grelha de ferro forjado, como se de uma cadeia se tratasse, permitindo a passagem da luz suficiente para permanecer no interior da câmara. O cipreste existente na superfície do jardim colocado estrategicamente na direção de uma das esquinas do cubo faz a ligação entre a Terra e o Céu. A ideia de paixão aparece no projeto sugerida pelas roseiras que ladeiam o muro em volta das escadas. A escada, é o caminho para o além, para a espiritualidade obtida através do amor a Deus que dá acesso à câmara cúbica de 4mx4m de lado. Esta é uma forma primária e perfeita, local ideal para introspeção mas que se deixa invadir pelo mal das raízes.

Leitura Poética
Baseada no solilóquio da globalidade da produção poética de Soror Violante do Céu, onde se medita sobre a perfeição da vida religiosa e a sua vocação ascética, numa perspetiva de vida eterna. Foi definido como título do trabalho “Solilóquio” e como palavras chave que definem os seus conteúdos morte, paixão e interior (escavação).

Escultor
Susana Piteira
Pétala 12

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