António Gedeão

António GedeãoVida e Obra

Em 1956, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho tem 50 anos e publica, com o pseudónimo de António Gedeão, o seu primeiro livro de poesia.
Até aí era apenas conhecido como professor, embora o seu talento de pedagogo e de divulgador já se tivesse manifestado em obras publicadas nestes dois domínios. Apesar da sua obra poética ter aparecido tardiamente, Rómulo de Carvalho desde muito cedo revelou uma surpreendente veia poética. Fugindo ao sentimentalismo, a sua poesia tinge-se de terna ironia, de um aparente ceticismo, porque, no fundo, o poeta sabe, como poucos, “que o sonho comanda a vida/Que sempre que um homem sonha/o mundo pula e avança/como bola colorida/entre as mãos de uma criança”. Mesmo algo cético em relação às movimentações humanas, António Gedeão continua a acreditar numa realidade diferente e, em termos de esperança e de confiança, estes versos são dificilmente superáveis. A musicalização deste seu poema, Pedra filosofal, contribuiu para tornar mais conhecida a poesia de António Gedeão e tornou-se símbolo da resistência no Portugal de Salazar. Faleceu em 1997.

Leitura escultórica
Escultura
Figura construída como se fosse um alquimista medieval e ao mesmo tempo da posterioridade. Foi construída em mármore de Lioz que é o nome de um poema de Gedeão (Poema de Pedra Lioz).

Leitura Poética
Os tubos de ensaio à frente do mármore de Lioz constituem elementos verdadeiramente simbólicos e que remetem para aspetos fundamentais que se cruzam no seu discurso poético: Vida, ciência, poesia. Nos seus textos encontramos expressões que falam desta dialética própria do poeta: “pináculos na

Escultor
Francisco Simões

Mecenas
Teixeira Duarte, S.A.

Consulte a sua obra no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras. Clique aqui.

Pétala 59

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