Fernando Pessoa

Fernando PessoaVida e Obra

Fernando António Nogueira Pessoa nasce em 1888, em Lisboa, partindo com a mãe, após o falecimento do pai, para África do sul, onde passa a maior parte da sua juventude e onde recebeu educação britânica e tem um profundo contacto com a língua e a literatura inglesa. Mais tarde regressa sozinho a Lisboa onde habitará até ao final dos seus dias.
Fernando Pessoa é considerado, a par de Camões, o maior poeta de língua portuguesa, tendo feito chegar a lugar cimeiro a poesia lusa no século XX. Escreveu prolixamente sobre tudo, demonstrando ser mestre das delicadezas subtilezas da escrita. Em companhia de amigos como Mário de Sá-Carneiro, Santa Rita Pintor e Almada Negreiros, ficou associado às novas correntes modernistas e à renovação da literatura portuguesa, nomeadamente, com a criação da revista Orpheu, que expressa, não sem polémica, as tendências modernistas literárias. Incansável na sua arte, Pessoa decidiu a sua atividade literária por inúmeras publicações. De vida relativamente apagada, o poeta movimenta-se entre amigos que frequentavam as tertúlias intelectuais dos cafés da capital, como a Brasileira e o Martinho da Arcada.
Autor de inúmeras personalidades a que chamamos heterónimos, atestam da sua versatilidade poética e das suas capacidades criativas inquestionáveis. Morre prematuramente em 1935, no auge das suas capacidades, deixando grande parte da sua obra inédita.

Leitura Escultórica
Escultura
Fernando Pessoa ícone de si mesmo: chapéu, laço, gabardina. Esculpido em mármore branco de Estremoz, bujardado, ou seja, trabalhado com a bujarda que é um martelo com bicos. Simbologia que aponta para a personalidade complexa e heteronímica do poeta. Na cabeça três patamares de categorias isotéricas:
Laço: aprendiz;
Bigode: companheiro que fala e faz perguntas;
Chapéu: mestre que pensa e ensina os anteriores;
Na mão esquerda o poeta segura a Mensagem. Esta continua-se por um prolongamento da aba da gabardina, sugerindo a ideia ao vento do Quinto Império.

Leitura Poética
Os elementos escultóricos remetem para a personalidade multifacetada do poeta e ao seu processo criador. Os materiais e técnicas utilizadas e os símbolos escolhidos refletem o seu espírito poético heteronímico, a criação de amigos imaginários, escritores e poetas como ele, que embora sendo heterónimos, espelhavam complexidade, genialidade e a intensidade da sua escrita, mas também as suas interrogações em torno da unidade do sujeito versus fragmentação e pluralidade do Eu.

Escultor
Francisco Simões

Mecenas
IGLOOLÁ, Distribuição de Gelados e Ultracongelados, Lda.

“Casa do Poeta”
Rua Coelho da Rocha, 16 Campo de Ourique 1250-088 Lisboa Telf. 213 913 270
e-mail: info@casafernandopessoa.pt

Pétala 55

 

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