Mário de Sá-Carneiro

Mário de Sá CarneiroVida e Obra

Mário de Sá-Carneiro nasce em Lisboa, a 15 de Maio de 1890. Desde 1908, data da publicação dos seus primeiros oito contos na revista Azulejos, que se reivindica como ficcionista. Matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra, em 1911, prosseguindo os estudos em Paris, na Sorbonne, nunca os concluindo, pois prefere diluir-se na vida boémia dos cafés e salas de espetáculo.
A partir de 1913, começa a escrever poesia em 1914 publica a novela A Confissão de Lúcio e o seu livro de poemas Dispersão. Nesse mesmo ano inicia, em colaboração com alguns amigos, entre os quais se destacam Fernando Pessoa e Almada Negreiros, a revista Orpheu, que é publicada no ano seguinte e provoca grande agitação na comunidade luso-brasileira. A nova publicação revela tendências do simbolismo e do decadentismo até às novíssimas correntes estético-literárias como o futurismo. O poeta suicida-se a 26 de Abril de 1916, em Paris, aos 26 anos de idade.

Leitura Escultórica
Escultura
Escultura em que a cabeça aparece desarticulada com o resto do corpo, clara referência da sua inadaptação ao mundo. Existência do elemento mesa que dá volume à estátua, parte do hexágono pessoano mas que tem asas gravadas que significa saudade. Representação do jovem burguês com alço na algibeira do peito, colarinho, sapatos e punho de camisa “anos vinte”. Alusão, nas suas próprias palavras, à falta do golpe de asa. No retrato do poeta, em mármore cinzento de Trigaches, ela parece a intensificar a ideia de fuga para o mais além, o seu não-encontro com o tempo que viveu.

Leitura Poética
Representação que aponta o carácter narcísico, de procura constante que conduzem à extravagância, à efabulação e ao delírio, instalam nele uma crise permanente de personalidade, marcada pela inadaptação, solidão e autodestruição.

Escultor
Francisco Simões

Mecenas
CONSISTE, Consultoria, Serviços e Comércio de Equipamentos de Informática, S.A.

Consulte a sua obra no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras. Clique aqui.

Pétala 43

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