Camilo Pessanha

Camilo PessanhaVida e Obra

Camilo Pessanha, poeta de uma única obra, Clepsidra, mas das mais representativas e influentes do século XX, nasceu em Coimbra, a 7 de Setembro de 1867 – ano em que morre Baudelaire, cujas Flores do Mal, forma fonte de inspiração para os simbolistas – e faleceu em Macau, onde se encontra sepultado, vítima de tuberculose pulmonar e viciado em ópio, em 1 de Março de 1926.
Fez a instrução primária e curso dos Liceus em Lamego e Vila Pouca de Aguiar. Matricula-se em Direito na Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro poema conhecido: Lúbrica. Descobre os encantos da boémia coimbrã na companhia de Alberto Osório de Castro, Eugénio de Castro, António Nobre. Passa vagamente pelo parnasianismo, mas será a leitura de Verlaine que o transforma no ícone do simbolismo em Portugal, precursor da linguagem de Pessoa.
Em Coimbra sofre um desgosto de amor. Nunca casará. Terá um filho, que vai morrer também de tuberculose pulmonar, fruto da sua ligação com uma governanta chinesa.

Leitura Escultórica
Escultura
Escultura construída a partir do seu exílio, à semelhança de Camões, mas sem carga negativa. Tónica que é dada pelas flores de outras paragens que o rodeiam. Existe também a porta que antecede o recinto escultórico e que significa a entrada para o Oriente. Os círculos concêntricos no pavimento prefiguram meridianos e paralelos, um percurso latitudinário e longitudinário.

Leitura Poética
A escrita poética revela o poeta e o homem que assimilou a cultura ocidental a que teve acesso e que acabou por o transformar no opiómano, asceta sábio. Daí a sua representação revelar uma postura decaída em introversão e vestido de branco, com uma calça que quase não calça, é pele a intensificar a sua magreza.

Escultor
Francisco Simões

Mecenas
ACORIL, Empreiteiros S.A.

Consulte a sua obra no catálogo das Bibliotecas Municipais de Oeiras. Clique aqui.

Pétala 41

 

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